Enquanto um homem de cerca de 20 anos, e nessa idade ele é um homem, se encontra um lugar branco, não há nada, só um infinito alvo, ele não sabe onde é o limite, não sabe se há um limite, não sabe quanto tempo passou olhando para esse infinito claro, só sabe que ainda é quem é. Talvez ele nem tenha mais 20 anos, talvez ele já tenha 100 ou 200, mas sabe que é um homem. Não que seja do sexo masculino, mas que é um homo sapiens. Talvez seja uma mulher, nesse caso deveríamos falar em “ela”, certo? Mas vamos usar o “ele” mesmo, porque a língua em que se escreve nesse papel cândido usa o masculino como neutro, em sua norma culta, embora isso talvez seja machismo. Mas de volta ao fundo branco infinito, agora ele não é mais infinito, ele é finito, e esse homem sabe disso, sabe que se decidir esticar o braço vai ...